O legado de São Padre Pio: uma luz de esperança ao mundo
05.Outubro.2022

Seguidor de São Francisco de Assis, São Padre Pio de Pietrelcina tem uma história que marcou a Igreja do século XX. Pela ação do Espírito Santo, ele operou curas, confissões e conversões nos devotos.
Filho de Gracio Forgione e Maria Josefa de Nunzio, Francesco Forgione nasceu no dia 25 de maio de 1887, na cidade italiana citada em seu nome, e desde a infância já tinha uma experiência de intimidade com Deus.
Sua vida religiosa começou aos 16 anos, quando ingressou na Ordem dos Frades Menores dos Capuchinhos. Nessa ocasião, ele recebeu o hábito franciscano e passou a adotar o nome de Frei Pio.
É interessante destacar que as semelhanças entre o padre Pio e São Francisco convergem em alguns pontos, apesar de terem vivido em épocas e contextos diferentes. Ambos são italianos e no âmbito espiritual tiveram uma experiência de entrega total ao projeto de Deus, pautada pela humildade.
Ambos eram místicos, receberam as chagas de Cristo e nutriam um amor incondicional ao próximo.
Vocação religiosa
Ele foi ordenado padre aos 23 anos, em 1910, no Convento de Benevento. Pouco tempo depois, por motivos de saúde, retornou ao seio familiar. Em 1916, retorna ao ministério sacerdotal, quando vai para o Convento de San Giovanni Rotondo, onde viveu até o seu falecimento.
Para o padre Pio, a oração era uma fonte fecunda de diálogo com o Senhor. Ele mesmo dizia que “a oração é a chave que abre o coração de Deus”.
Ouvinte acolhedor, ele ficava cerca de 14 horas por dia escutando confissões dos fiéis. De acordo com testemunhos da época, ele tinha o dom de ler o coração das pessoas e os pecados que não eram ditos.
Outro dom que ele tinha era o da bilocação, ou seja, podia estar em dois lugares ao mesmo tempo. De acordo com a Igreja, pouquíssimas pessoas no mundo foram agraciadas com esse carisma.
O dom foi constatado a partir de relatos de testemunhas que afirmaram ter visto o padre em diferentes locais, sendo que ele nunca saiu de San Giovanni.
Chagas de Jesus
Mesmo com todas as provações que sofreu em vida, entre elas, perseguições espirituais e de outros religiosos, o padre Pio enfrentava todas com oração, silêncio e resiliência. O frei capuchinho recebeu as chagas de Jesus no seu próprio corpo e ficou com elas durante 50 anos. Ele foi o primeiro padre da história a receber os estigmas de Jesus.
O servo relatou esse fenômeno por meio de cartas e chegou a ser acompanhado e avaliado por um renomado médico da época, Dr. Giorgio Festa, de Roma. O profissional chegou à conclusão que os estigmas eram legítimos. O mais surpreendente é que mesmo com tantas lesões em padre Pio, nenhuma infecção, edema ou inflamação foram detectadas nos ferimentos.
Surpreso com tudo que presenciou, o médico, que era agnóstico, passou a crer em Deus e tornou-se um filho espiritual de São Padre Pio.
Cura dos males físicos e espirituais
Esse profeta de Deus também foi muito conhecido por ser um alento na vida das pessoas. Padre Pio buscava aliviar suas dores físicas e espirituais. Inspirado por Deus, ele construiu um hospital em San Giovanni Rotondo, chamado Casa Alívio do Sofrimento, inaugurado em 1956, que foi uma referência para o tratamento dos doentes em toda a Europa, no contexto do pós-guerra.
Acolhendo um pedido do papa da época, Pio XII, ele ainda criou grupos de oração para oferecer apoio e direção espiritual a todos aqueles que sofriam com as consequências da II Guerra Mundial, que devastou todo o continente europeu.
Ele faleceu no dia 23 de setembro de 1968, aos 81 anos, confiando a São José uma boa morte e uma páscoa definitiva com o Senhor. Sua festa litúrgica é celebrada pela Igreja Católica anualmente, no dia da sua ida ao céu.
Seu corpo, que permanece incorrupto, está em um sepulcro de vidro na cripta do convento onde ele morava, dentro das mediações do santuário que leva seu nome, em San Giovanni Rotondo, na Itália.
Curiosidades
Quando dois santos se encontram, a humanidade agradece. Uma das pessoas que se confessou com São Padre Pio foi ninguém menos que São João Paulo II. Sobre o padre italiano, o santo pontífice afirmou: “ele foi um generoso dispensador da misericórdia divina, sobretudo, por meio do sacramento da Penitência. O ministério do confessionário atraía numerosas multidões de fiéis”, descreveu.
Desse modo, vemos em São Padre Pio um fiel discípulo contemporâneo de Cristo, apaixonado pelo seu Evangelho e devoto de Maria, que trouxe luz ao mundo em uma época devastada pela escuridão e pelo horror de uma grande guerra, entre tantas outras mazelas.
Ele tinha o hábito de rezar o rosário diversas vezes ao dia e confiava todos os seus calvários à mãe de Deus. Como ele mesmo afirmava, “se o demônio não dorme para nos perder, Nossa Senhora não nos abandona nem um instante sequer”.
Reflexões
Em um mundo onde todos querem falar, mas poucos se propõem a ouvir, São Padre Pio acolhia as pessoas com uma escuta sábia, que promovia a cultura do encontro. O encontro com o outro e o encontro deste outro com Deus, por intermédio do seu ministério.
Padre Pio foi canonizado por João Paulo II em 2002. A estimativa é que ele tenha confessado mais de 2 milhões de pessoas ao longo do seu ministério.
Não por acaso é o santo mais venerado na Itália e seu legado à toda humanidade transcende à linha do tempo.
De forte clamor popular, suas estampas, que ilustram um frade de hábito marrom usando luvas, estão presentes em peças de vestuário e objetos devocionais.
Que a cada dia podemos aprofundar a devoção ao padre Pio e tomar sua jornada como uma inspiração para as nossas vidas.
São Padre Pio, rogai por nós!
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