São Francisco de Assis: o servo fiel de Jesus Cristo entregou sua vida à difusão do Evangelho

01.Outubro.2022
 

O que levaria um jovem rico a abdicar da própria fortuna para dedicar-se a propagar a mensagem do Evangelho?! Encontramos as respostas na história de um dos santos mais populares e venerados pelos católicos do mundo inteiro: São Francisco de Assis. 

 

Como seu próprio nome sugere, São Francisco é natural de Assis, uma charmosa cidade italiana. Nascido em 1182, segundo seus registros biográficos, é originário de família rica, filho de um renomado comerciante chamado Pedro Bernadone e de Pia, mulher de família nobre. 

 

Temos aí o ponto de partida da biografia de Francisco, que faz um contraste com um voto de pobreza feito pelo nobre, depois que descobriu a santidade. Oriundo de um berço de privilégios, ele dedicou parte de sua juventude a esbanjar e ostentar seus bens materiais. 

 

Entrou para o Exército aos 16 anos, lutou duas guerras locais, mas esse estilo de vida para ele já não fazia mais sentido, muito menos alegrava o seu coração.  

 

Sua conversão ocorreu por volta dos 20 anos, quando foi acometido por uma doença. Nesse interim, ouviu uma voz transcendente, que pedia a ele para “servir ao amor e ao servo”. 

 

Sensibilizado com esse chamado, ele recorreu à oração a fim de procurar um sentido para sua vida e quais rumos tomaria a partir de então. Imerso nas orações, decidiu vender os seus pertences para se dedicar ao Evangelho e a tudo que Jesus pregou em sua vida pública. 

 

Encontro com o leproso  

Uma das cenas mais marcantes de sua trajetória foi quando São Francisco encontrou com um leproso e beijou o enfermo, inspirado pelo Espírito Santo, deixando de lado seus sentimentos humanos de repulsa. 

 

Desde então, ele fazia visitas frequentes aos enfermos, nos hospitais, além de distribuir suas roupas e dinheiro aos mais pobres. 

 

Esse contato próximo com os doentes e mais vulneráveis também inspira o pontificado de Jorge Mario Bergoglio, também conhecido como papa Francisco.  

 

Dessa forma, ele leva o nome franciscano não apenas na sua identificação como santo padre, mas também nos seus gestos de amor e caridade, frequentemente noticiados pela mídia.  

 

Em uma das fotos mais populares do pontífice, é possível notá-lo beijando o rosto de um homem enfermo, com o rosto desconfigurado, assim como fez São Francisco. 

 

O chamado 

A grande virada na vida de São Francisco de Assis aconteceu quando ele acolheu um chamado de Deus na Igreja de São Damião, na cidade italiana que leva seu nome. 

Percebendo que o crucifixo falava com ele, Francisco ouviu o seguinte convite: reconstrói a minha Igreja, que está em ruínas.  

 

Acolhendo o pedido do Senhor, o santo vendeu tudo o que tinha, deu dinheiro ao padre responsável por aquela igreja e pediu permissão para viver com ele. Isso teria acontecido no auge dos seus 25 anos. 

 

Se atentarmos para as entrelinhas deste chamado, nota-se que o Senhor não pedia exatamente uma reforma física da sua Casa, mas sim uma transformação espiritual profunda que fosse ao encontro da mensagem deixada por Jesus Cristo. 

 

E São Francisco representava toda essa mudança: era livre, diferente de todos os jovens da sua época, tinha um coração santo e aberto para escutar e acolher a vontade divina, movida pelo Espírito Santo.  

 

Liberdade para dizer SIM ao plano de Deus 

Preocupado com as atitudes do filho, Pedro Bernadone levou Francisco para casa, contra sua vontade, e o manteve cativo, acorrentado pelos pés. Libertado pela mãe, ele retornou à Igreja de São Damião, mas foi pego pelo pai novamente. 

 

Ordenado para que retornasse para casa ou abrisse mão da herança, São Francisco ficou com a segunda opção e tomou uma atitude que foi um escândalo para a época. 

Tamanha era sua liberdade e desprendimento, São Francisco despiu-se das próprias roupas, sugerindo, com isso, que tomaria um novo caminho, livre de qualquer fortuna ou vaidade. 

 

Naquele momento, aquela quebra de paradigma foi um marco na vida do santo franciscano que abriu mão da riqueza material para dedicar-se a uma riqueza muito maior do que qualquer outra, o Reino de Deus.  

 

O próximo passo foi a reconstrução da Igreja de São Damião e para conseguir realizar a reforma, pedia doações pelas ruas de Assis. Depois foi morar em uma capela, com o nome de Porciúncula, que era cuidada pelos monges beneditinos. 

 

Ali, na Porciúncula, ele recebia outro chamado, quando atentou-se para a leitura do Evangelho daquele dia. A palavra dizia: “dai gratuitamente o que haveis recebido gratuitamente. Não possuas ouro, nem duas túnicas, nem sandálias”.   

 

Ao ouvir, Francisco tirou suas sandálias e o cinturão que usava, ficando somente com a túnica. 

 

Vida orante  

Com uma vida dedicada à oração, à penitência e à caridade, Francisco inspirou diversas orações e momentos devocionais. Uma das mais poderosas é dedicada a São Miguel Arcanjo, na Quaresma que leva o seu nome. 

 

Rezada entre os dias 15 de agosto (Assunção de Nossa Senhora) a 29 de setembro (festa dos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael), essa iniciativa partiu de São Francisco, que ficava recluso fazendo penitências e orações no período mencionado. 

 

Os dons de São Francisco  

Todo ser humano recebe dons divinos, que se colocados a serviço do bem e do próximo têm o potencial de transformar vidas. É como a parábola da árvore frutífera. 

A sagrada escritura nos ensina: “temos diferentes dons, de acordo com a graça que nos foi dada” (Romanos 12,6).  

 

Com base nesse ensinamento, São Francisco, recebeu, de Deus, os dons da profecia e de conduzir os Seus milagres.  

 

Uma das profecias mais famosas do santo está diretamente relacionada à congregação fundada por Santa Clara de Assis.  

 

Um dia ele afirmou que um convento de religiosas que glorificaria o Senhor e a Sua Igreja seria construído em Assis. Cinco anos depois, a afirmação se cumpriu com Santa Clara e o grupo de religiosas. 

 

Ele também ficou conhecido por curar, através de um beijo, um homem acometido por um câncer que lhe desconfigurava o rosto. 

 

Totalmente fiel ao chamado “ide e pregai o Evangelho” (Marcos 16,15), São Francisco semeou, plantou e colheu inúmeros frutos. Ele foi o fundador da Ordem Franciscana Menor, conhecida pela sigla OFM, composta por religiosos que seguiam seus exemplos de penitência, coragem, oração e caridade. 

 

O berço da Ordem foi a Igreja Santa Maria dos Anjos, uma das principais de Assis, visitada por peregrinos de todo o mundo, que no seu interior abriga a Porciúncula.  

 

No ano de 1210, o santo escreveu uma regra para ser seguida pela Ordem, espelhada nos ensinamentos de Jesus, e foi ao Vaticano para apresentar ao papa da época. 

 

Apesar de o documento ter sido considerado rígido a respeito da pobreza, foi aprovado pela Igreja: “não podemos proibir que vivam como Cristo mandou no Evangelho”.  

 

Alegria do Evangelho  

Retornou, então, à Assis onde se dedicou à oração e à fraternidade. Uma das formas que São Francisco tinha de manifestar seu amor a Deus era por meio de cânticos fervorosos. 

 

Sua forma alegre de anunciar o Evangelho atraiu diversos discípulos, entre eles, Santa Clara, de quem Francisco tornou-se pai e diretor espiritual. Com ela, nascia a Ordem das Clarissas, segunda ordem dos franciscanos. 

 

Irmão sol, irmã lua 

Santa Clara e São Francisco são as figuras mais queridas do catolicismo. Juntos eles deixaram uma profunda herança cristã. Irmãos de alma, conectados pela fé, eles muito tinham em comum, a começar pelo amor a Deus e ao próximo.

 

Nas palavras do frei Vitório Mazzuco Filho (Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil), “ensinam para nós que o humano se define em relações. Encontrar-se é dividir e transmitir o fervor existencial que contagia o coração. O encontro puro e límpido de Santa Clara e São Francisco está dentro de uma forte vivência, por isso é um dom gracioso”. 

Criada em berço cristão, Clara, assim como Francisco, veio de uma família nobre. O pai era conde, uma figura muito respeitada na sociedade e a mãe, católica fervorosa, tinha uma fé viva que a fazia peregrinar santuários.

 

Clara ouvia sobre essas experiências e acolhia tudo em seu coração. Naquele momento, Deus lançava as sementes para sua vocação religiosa que iriam aflorar e amadurecer um tempo depois, mostrando a beleza da fé e de uma espiritualidade sólida. 

 

Anos mais tarde, em Assis, Clara viu um jovem que era original em todos os sentidos da palavra. Sua proximidade com o Senhor a encantava e desde então passou a segui-lo. 

 

Aos 18 anos, ela decidiu fugir de casa para encontrar-se com Francisco na Porciúncula. Lá, ela era aguardada para fazer os votos e entrar para o convento franciscano. 

 

Foi São Francisco quem cortou o cabelo de Clara. Esse gesto indicava o voto de pobreza e a opção pela vida religiosa. 

 

Assim como o amigo franciscano, Clara vendeu todos os seus bens, inclusive o dote de casamento que havia recebido e distribuiu aos pobres. Esse desprendimento também era uma exigência da ordem franciscana. 

 

A partir daí surge uma história belíssima de muita caridade, oração, doação e milagres. Segundo o frei Vitório, “nunca existiu união mais íntima e harmoniosa do que entre Santa Clara e São Francisco; nunca duas almas estiveram tão de acordo na sua maneira de apreciar as coisas da terra e do céu”.

  

Que essa reflexão nos leve para a essência deste grande encontro espiritual, providenciado por Deus e que o legado de Clara e Francisco seja um norte e um exemplo para as nossas vidas. 

 

Inspiração do papa Francisco  

Desde o início do seu pontificado, ao anunciar o seu nome à toda população, o papa Francisco já indicava ao mundo a linha espiritual do seu ministério e missão como sumo pontífice. 

 

Uma das suas encíclicas mais famosas e mais discutidas atualmente, a Laudato Si, alerta sobre a importância vital da preservação do meio ambiente e resgata de São Francisco a lição de tratarmos a natureza como um bem precioso da Criação, indispensável para a vida do Planeta.  

 

Inspirada no Cântico das Criaturas, o papa discute conceitos importantes como a ecologia integral e a promoção da justiça.  

 

Com um olhar sensível e antenado aos problemas do mundo, especialmente os clamores dos mais vulneráveis, o santo padre afirma que “exige-se uma preocupação pelo meio ambiente, unida ao amor sincero pelos seres humanos e a um compromisso constante com os problemas da sociedade”. 

 

A relação com a natureza 

Amante da natureza, São Francisco contemplava toda a criação. Em função disso, é considerado o protetor dos animais e padroeiro da ecologia. Ele deixou para nós um precioso ensinamento: nós precisamos encantar com tudo que Deus criou. 

 

Não por acaso, a oração “o céu e a Terra proclamam a vossa Glória” é rezada na missa. Esses são sinais da santidade franciscana, que acolhia a tudo e a todos. Ele era bondoso com todos os seres vivos. 

 

São inúmeras as histórias do santo com os animais, por isso é retratado na companhia deles em suas imagens, quadros devocionais e estampas. 

 

Significado da imagem

São Francisco é um dos santos mais representados na arte e em imagens devocionais. Sua icnografia é bem diversa, mas alguns elementos são mais recorrentes nas suas representações. São eles: o hábito, o cordão, os estigmas, o terço, a bíblia sagrada, a cruz e os pássaros. 

 

O hábito faz uma alusão à ordem religiosa que ele próprio fundou, aos franciscanos. Sinal de sua consagração a Deus revela sua santidade e liberdade por caminhar com Cristo.  

 

O cordão, que circunda sua cintura, representa seu voto de pobreza, castidade e obediência. Também é um símbolo de desapego e renúncia aos bens materiais e entrega ao mundo espiritual. 

 

Os estigmas, as chagas de Jesus Cristo crucificado, indicam uma experiência mística vivida por alguns santos, entre eles, São Francisco. Ele passou os últimos dias da sua vida vivendo como Jesus.  

 

Símbolo de devoção mariana, o santo amava Nossa Senhora e demonstrava isso por meio da oração. Por isso é frequentemente representado com um terço. Inclusive um terço é dedicado à sua intercessão. Utilizando um terço mariano comum, os devotos evocam o santo nas contas dos pais nossos e nas ave marias.  

 

Já a Bíblia mostra que a sabedoria do santo vem de Deus, fonte de toda sua inspiração para pregar sobre a palavra e cantar louvores.  

 

Sinal de sofrimento e ressurreição, a cruz revela todas as adversidades superadas por São Francisco e sua santidade. Ele aceitou as dores e todas as dificuldades com a certeza da Páscoa do Senhor e da vitória final. 

 

Por último, os passarinhos, elementos que deixam a imagem inconfundível. Os animais, como abordamos anteriormente, representam o amor de São Francisco pela criação. 

 

Curiosidades sobre São Francisco  

Com certeza, São Francisco foi o personagem mais emblemático da Idade Média. Ele fez a diferença mostrando ao mundo uma Igreja em missão, em saída, que vai ao encontro de Jesus e o revela ao próximo. 

 

O santo tinha uma didática própria para transmitir os ensinamentos de Jesus. Um dos seus sermões mais criativos foi em 1222, na Praça de Bolonha, na Itália. Com uma homilia muito convincente, ele chamou a atenção do público pela forma envolvente como falava de Jesus e suas palavras trouxeram paz à cidade que vivia tempos turbulentos. 

 

Outra curiosidade franciscana diz respeito sobre a forma como celebramos o Natal: o primeiro presépio do mundo foi criado por São Francisco de Assis, sendo ele a primeira pessoa a representar o nascimento de Cristo. 

 

Representado em uma gruta na cidade italiana de Greccio, a intenção do santo era de mostrar a Encarnação do Senhor a fim de evangelizar as pessoas. O presépio também é uma forma de catequizar as crianças e reviver a história do nascimento de Jesus. 

 

Nas palavras do papa Francisco, “o presépio é o local sugestivo onde contemplamos Jesus, que assumindo as misérias do homem, nos convida a fazer o mesmo, por meio de ações de misericórdia”.  

 

Ele deve ser montado no primeiro domingo do Advento e desmontado no dia 6 de janeiro, na Festa dos Santos Reis.  

 

Outra informação importante é que ele é o autor do Cântico do Irmão Sol, ou Cântico das Criaturas, disponível para leitura e meditação no tópico abaixo. Trata-se de uma oração profunda que louva ao senhor e bendiz todas as suas maravilhas e criações, a vida e a morte.  

 

São Francisco saudava a morte como uma irmã, sinal da nossa Ressureição e acolhida no Reino do Céu. Esse olhar foi uma quebra de tabu. Sempre associada à tristeza, a irmã morte para São Francisco simboliza a esperança de encontro com Cristo, no plano espiritual. 

 

Cântico ao Irmão Sol  

 

Altíssimo, onipotente, bom Senhor, 
teus são o louvor, a glória e a honra e toda a benção. 
Somente a ti, ó Altíssimo, eles convêm, 
e homem algum é digno de mencionar-te. 
Louvado sejas, meu Senhor, com todas as tuas criaturas, 
especialmente o Senhor Irmão Sol, 
o qual é dia, e por ele nos iluminas. 
E ele é belo e radiante com grande esplendor, 
de ti, Altíssimo, traz o significado. 

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã lua e pelas estrelas, 
no céu as formaste claras e preciosas e belas. 
Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão vento, 
e pelo ar e pelas nuvens e pelo sereno e todo o tempo, 
pelo qual às tuas criaturas dás sustento. 

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã água, 
que é mui útil e humilde e preciosa e casta. 

Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão fogo 
pelo qual iluminas a noite, 
e ele é belo e agradável e robusto e forte. 
Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã nossa,  a mãe terra 
que nos sustenta e governa 
e produz diversos frutos com coloridas flores e ervas. 

Louvado sejas, meu Senhor, por que perdoam pelo teu amor, 
E suportam enfermidade e tribulação. 

Bem aventurados aqueles que as suportarem em paz, 
porque por ti, Altíssimo, serão coroados. 

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã nossa, a morte corporal, 
da qual nenhum homem vivente pode escapar. 

Ai daqueles que morrerem em pecado mortal: 
bem-aventurados os que ela encontrar na tua santíssima vontade, 
porque a morte segunda não lhes fará mal! 

Louvai e bendizei ao meu Senhor, 
e rendei-lhe graças e servi-o com grande humildade. 

(Autoria de São Francisco de Assis) 

 

Festa litúrgica  

Dois anos antes de morrer, Francisco, na companhia dos seus amigos frades, pôs-se em oração fervorosa para obter uma graça. Isso ocorreu no Monte Alverne, na Itália. Ele teve a visão de um serafim e de Jesus Crucificado, que deixou com ele as chagas da sua Paixão. 

 

De tão fiel a Jesus, assim como nosso Senhor, São Francisco teve essa experiência mística de calvário antes de viver a sua Ressurreição.  

 

Ele faleceu no dia 3 de outubro de 1226, aos 44 anos, depois de escutar a leitura da Paixão do Senhor, na Porciúncula. Percebe-se que em sintonia com a entrega total de Jesus na cruz ao projeto de Deus, o santo franciscano entregou sua vida ao Pai, sendo fiel a Deus até na hora da morte.  

 

São Francisco foi canonizado dois anos depois ao seu falecimento (a celeridade do processo nos diz muito a respeito da convicção da Igreja sobre a pureza e santidade do religioso), no dia 16 de julho de 1228, pelo Papa Gregório IX. Sua festa litúrgica é celebrada no dia 4 de outubro.  

 

Gostou de aprofundar um pouco mais sobre a história e a devoção a São Francisco de Assis?! Ele continua sendo uma inspiração pela sua alegria, bondade e amor incondicional ao próximo. 

 

Sua vida é celebrada em obras de arte que eternizam seu legado, seja no cinema, artes plásticas, teatro, música, literatura, etc. 

 

São Francisco de Assis, rogai por nós! 

 

Baby look feminina com a estampa de São Francisco de Assis: para as devotas se sentirem abençoadas em todos os momentos.   


Vista-se de amor, use Ágape. Confira aqui nossa loja virtual. 


Camisetas de São Francisco de Assis para expressar a devoção em família. Confira nossas estampas.  

Fotógrafo - Shutterstock

 
 
 
 
 
 
Comente com o facebook
 
 
  •  
  •  
  •