História da devoção à Divina Misericórdia
10.Abril.2019

A misericórdia de Deus é retratada biblicamente em diversas passagens. Nos evangelhos, e também em parábolas como a do Filho Pródigo, a do Bom Samaritano, a do Pastor que vai atrás de uma única ovelha desgarrada, entre outras.
Desde o povo da antiga aliança podemos observar que o comportamento se dava começando com o pecado, depois vinha um castigo, o arrependimento do homem e por fim a misericórdia de Deus.
Essa cronologia de ações representa nada mais que: diante do arrependimento verdadeiro e profundo, Deus é misericordioso para com o homem em relação a qualquer pecado. Ou seja, a misericórdia de Deus é infinita.
Em especial podemos vê-la no Evangelho segundo São João (8, 3-11), na passagem a respeito da mulher adúltera:
“Dirigiu-se Jesus para o monte das Oliveiras. Ao romper da manhã, voltou ao templo e todo o povo veio a ele. Assentou-se e começou a ensinar. Os escribas e os fariseus trouxeram-lhe uma mulher que fora apanhada em adultério. Puseram-na no meio da multidão e disseram a Jesus: Mestre, agora mesmo esta mulher foi apanhada em adultério. Moisés mandou-nos na lei que apedrejássemos tais mulheres. Que dizes tu a isso? Perguntavam-lhe isso, a fim de pô-lo à prova e poderem acusá-lo. Jesus, porém, se inclinou para a frente e escrevia com o dedo na terra. Como eles insistissem, ergueu-se e disse-lhes: Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra. Inclinando-se novamente, escrevia na terra. A essas palavras, sentindo-se acusados pela sua própria consciência, eles se foram retirando um por um, até o último, a começar pelos mais idosos, de sorte que Jesus ficou sozinho, com a mulher diante dele. Então ele se ergueu e vendo ali apenas a mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor. Disse-lhe então Jesus: Nem eu te condeno. Vai e não tornes a pecar”.
Jesus tem misericórdia de nossos pecados, mas alerta para que não voltemos a pecar. Por conta também desses exemplos dados por Jesus é que foi instituído o Sacramento da Confissão, que nos oferece o perdão e a misericórdia divina mediante nosso profundo arrependimento do pecado e a vontade de transformação.
Pelo Sacramento da Confissão somos lavados do pecado pela misericórdia de Deus.
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• Sobre a imagem de Jesus Misericordioso e Santa Faustina
Em 1934, devido a uma aparição de Jesus à uma freira na Polônia, que posteriormente foi proclamada Santa Faustina, foi pintada a famosa imagem de Jesus Misericordioso.
Jesus apareceu à Santa Faustina tal como a imagem retrata e pediu a ela que fosse feita uma pintura conforme o que ela via naquele momento e que esta fosse venerada primeiramente na capela e depois propagada pelo mundo inteiro. Jesus expressou à Santa Faustina o desejo de ser conhecido mundialmente como Jesus Misericordioso.

De acordo com o Diário de Santa Faustina, escrito também por ela a pedido de Jesus, Ele sinalizou a importância da devoção à sua divina misericórdia por meio da imagem que seria reproduzida:
“Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós. Desejo que essa Imagem seja venerada primeiramente na vossa capela e depois no mundo inteiro. Prometo que a alma que venerar essa Imagem não perecerá. Prometo também, já aqui na terra, a vitória sobre os inimigos, e especialmente na hora da morte. Eu mesmo a defenderei como Minha própria glória” (Diário de Santa Faustina, 47). Quero que essa Imagem (…) seja abençoada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia” (Diário, 49).
Os raios brancos e vermelhos saídos do Coração de Jesus representam o sangue e água que jorraram de seu lado na cruz, e as cicatrizes das chagas relembram os acontecimentos da Sexta-feira Santa. A imagem representa também o Jesus Ressuscitado, que traz aos homens a paz pela remissão dos pecados, pela Sua Paixão e Morte.
“O raio pálido significa a Água que justifica as almas; o raio vermelho significa o Sangue que é a vida das almas. (…) Feliz aquele que viver à sua sombra” (Diário, 299).
• Domingo da Misericórdia
No domingo após a Páscoa a igreja celebra a Festa da Misericórdia, que representa um dos elementos mais importantes da devoção à Divina Misericórdia presentes nas revelações de Jesus à Santa Faustina.
De acordo com o diário, foi Jesus quem pediu à Santa Faustina que nesta data ocorresse a festa da misericórdia, no segundo domingo da Páscoa.
“Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa imagem, que pintarás com o pincel, seja benzida solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia” (Diário, 49; cf. 88; 280; 299b; 458; 742; 1048; 1517).
O objetivo é que nesta data Deus possa resgatar ainda mais almas pela propagação da Sua infinita misericórdia.

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