Círio de Nazaré: a maior festa religiosa mariana do mundo

02.Setembro.2022
 

Uma  festa católica genuinamente brasileira, em honra à Nossa Senhora de Nazaré, é realizada anualmente, no mês de outubro, em Belém do Pará. Tamanha sua singularidade e grandeza, o Círio de Nazaré ocorre há mais de dois séculos na capital paraense, acolhe devotos de todo canto do País e do mundo e ainda é declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, reconhecimento que ultrapassa as fronteiras do País.  

 

Toda essa história começou no ano de 1700, quando um homem chamado Plácido José da Silva encontrou uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré às margens do igarapé Murucutu, próximo ao local onde está situada à atual Basílica que leva o nome desta belíssima evocação mariana.  

 

Plácido caminhava pela mata da estrada do Utinga e, ao sentir sede, procurou o riacho para beber água. Para sua surpresa, encontrou a imagem da Virgem de Nazaré entre as pedras, que media 38,5 cm de altura. 

 

Encantado com o milagre, ele levou a imagem para sua casa, mas, para sua surpresa ela despareceu no dia seguinte. Intrigado, foi procurá-la e ele finalmente a encontrou no mesmo lugar onde a viu pela primeira vez: no igarapé. 

 

Esse fenômeno ocorreu durante muitas vezes até o governador decidir levá-la para o Palácio do Governo, guardada pelos militares. Apesar do forte esquema de segurança, a santa foi vista novamente no igarapé. 

 

Sentindo um chamado para construir um local de culto à Virgem, Plácido então acolheu o sinal mariano e ali construiu uma ermida (espécie de capela) para abrigar e homenagear Nossa Senhora.  

 

Difusão  

 

A notícia se espalhou na região e, desde então, aquele local de devoção atraiu peregrinos de toda a parte. A devoção foi oficializada em 1973, quando o bispo emérito do Pará, Dom Frei João Evangelista (1772-82), colocou o estado paraense e todo o povo daquela região sobre proteção de Nossa Senhora de Nazaré.  

 

Todos esses fatos são reportados por pesquisadores que se debruçaram na tradição oral e em fontes documentais. Dom João Evangelista deixou um registro de extrema valia para a Igreja, que escreveu a partir de uma conversa com Plácido. 

 

É do religioso, a autoria da seguinte frase: “o coração do humilde era o melhor abrigo para a Rainha do Céu”.  

 

Semelhanças com Aparecida 

 

Esse ponto de partida é crucial para sinalizarmos uma singela comparação. Assim como aconteceu em Aparecida do Norte, em São Paulo, Nossa Senhora se revelou a uma pessoa do povo, sugerindo que a verdadeira riqueza da vida está nas coisas simples. 

Reparem nesta semelhança incrível: enquanto a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi resgatada das águas, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré estava em um igarapé. 

 

De forma inusitada, em contextos e lugares diferentes, Deus transformou a vida dos pescadores, em Aparecida, e de Plácido, em Belém do Pará, e a partir deles, sinalizou ao povo brasileiro que a Mãe de Deus está no curso de suas vidas, sendo fonte de vida e esperança, que nos leva até Ele.  

 

Esse fato mostra o cuidado da Mãe e a escuta aos clamores e desafios vivenciados pela população, de forma especial, por todos aqueles em situação vulnerável. Assim, Nossa Senhora protege aquele povo e toda sua biodiversidade.

 

O intervalo de tempo entre as descobertas das imagens marianas em Aparecida do Norte e em Belém do Pará também é relativamente pequeno.

 

Em 1700, Deus enviou a padroeira do povo paraense, que habita a região norte do País, acolhendo aquela população e toda Amazônia e, 17 anos depois, enviou uma padroeira ao Brasil e a todos os brasileiros.  

 

Procissão: ponto alto do Círio de Nazaré 

 

Feita a última observação, retornamos agora ao ponto de partida desta história, quando a imagem de Nossa Senhora de Nazaré foi encontrada por Plácido. Desde então, a devoção à Virgem Maria foi crescendo e, no ano de 1793, a primeira procissão em homenagem a ela foi realizada e esse fato foi o começo do Círio de Nazaré.  

 

É importante informar que a palavra círio vem do latim cereus , que significa vela, cera ou tocha grande. A própria definição vai ao encontro do sentido teológico da celebração, que remete às pessoas unidas, portando velas e seus símbolos de devoção para fazer culto a Nossa Senhora de Nazaré.  

 

Atualmente, a procissão do Círio é realizada no segundo domingo do mês de outubro e reúne milhões de fiéis, que percorrem 3,6 km da Catedral até a Praça Santuário de Nazaré, em Belém, para fazer culto e homenagem à Mãe de Deus.  

 

Importante: a imagem que participa das procissões é uma réplica da imagem original, encontrada no século XVIII. 

 

A corda do Círio  

 

Um andor florido, carregado pelos devotos ao longo da procissão, abriga a imagem de Senhora de Nazaré, que se destaca em meio à multidão. A ela, os participantes dirigem preces, orações, súplicas e agradecimentos pelas graças alcançadas.  

 

Um dos elementos principais da procissão é a corda. Ela foi usada pela primeira vez em 1885 para puxar a berlinda (oratório que leva a imagem de Nossa Senhora de Nazaré), que ficou atolada no momento da procissão, após uma enchente. Desde então, ela passou a integrar a procissão como um símbolo de fé.  

 

A corda tem 400 metros de comprimento, é feita de sisal, e fica atrelada ao oratório em todo o percurso da procissão. Muitos peregrinos seguem o círio segurando o objeto sagrado, que sugere essa ligação e proximidade com Nossa Senhora.  

Além desta procissão principal, outras são realizadas na Festa. São elas:  romaria fluvial, moto romaria, trasladação, ciclo romaria, círio das crianças, romaria da juventude, entre outras. Sobre algumas delas, você irá conhecer os detalhes ao longo deste texto.  

 

Romaria fluvial 

Foto: Soraya Montanheiro

É uma das romarias mais belas do Círio de Nazaré, que mostra a essência e a identidade cultural e geográfica desta evocação mariana no Brasil.   

 

O percurso tem 18 km de distância, parte da Baía de Guajará até a Praça Pedro Teixeira. A embarcação da Marinha leva a protagonista da festa, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré em um nicho, que é seguida por centenas de barcos. 

 

O ápice do percurso é quando a imagem é recebida em terra firme, na escadinha do Cais do Porto, pela Polícia Militar com honrarias de Chefe de Estado. 

 

Essa acolhida oficial acontece desde 1999, quando a Lei Estadual nº 4.371, de 15 de dezembro de 1971, proclamou Nossa Senhora de Nazaré como Padroeira do Pará e Rainha da Amazônia. 

 

Moto Romaria  

 

Após a chegada da imagem no porto, os devotos fazem a escolta da imagem através da moto romaria. O percurso tem 2,6 km, parte do cais e segue até o Colégio Gentil Bittencourt. 

 

É um dos momentos mais emocionantes da festa, pois o cortejo mobiliza os motociclistas e todos os pedestres e motoristas que circulam pelas ruas de Belém. Essa iniciativa foi criada pela Federação Paraense de Motociclismo para homenagear a Mãe de Deus.   

 

Trasladação 

 

Na véspera do Círio, milhares de devotos se mobilizam para essa procissão que era chamada de antecírio, mas atualmente é conhecida por trasladação.  

 

Saindo do Colégio Gentil Bittencourt, os romeiros caminham seguindo a imagem com destino à Catedral de Belém, fazendo o percurso inverso daquele realizado na procissão principal do Círio.  

 

Círio das Crianças  

 

Sem dúvidas, o momento mais fofo e genuíno de toda a programação. O evento acontece no primeiro domingo após o Círio e reúne milhares de crianças, que saem em romaria pelas ruas de Belém, acompanhadas de suas famílias. 

 

Criada em 1990 para incentivar a devoção mariana entre os pequeninos, ela sai e retorna à Praça do Santuário, passando por alguns bairros da cidade. Durante o percurso, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré é levada na berlinda.  

 

Manto do Círio de Nazaré  

 

É importante destacar que, no Círio de Nazaré, um manto externo, de imensurável beleza, é encomendado para a ocasião da festa e colocado sobre o manto interno de Maria, para homenagear a Mãe de Deus.  

 

As cores do manto mudam a cada ano e a novidade é sempre anunciada na Basílica do Santuário, em Belém do Pará, dias antes da realização da festividade. 

 

Lições do Círio 

 

O nome que batiza o Círio, “Nazaré”, nos remete à cidade onde a Sagrada Família viveu. Foi lá que o menino Jesus cresceu em sabedoria, estatura e graça. Dessa forma, o Círio faz um convite para que todos os devotos entrem no lar de Jesus, em Nazaré, e sejam testemunhas do Reino de Deus com gestos de amor e paz.

  

Sobre esse tema, o arcebispo de Belém do Pará, Dom Alberto Taveira Corrêa, anfitrião da festa, deixou uma belíssima reflexão, comparando a devoção à Nossa Senhora de Nazaré no Brasil com a Sagrada Família: primeiro Plácido encontra a imagem em um igarapé, uma capela é construída no local, que depois vira igreja e, por fim, Santuário Basílica.  

 

Tudo começou pequeno, de uma forma simples, na dimensão da Família de Nazaré. 

 “A primeira lição do Círio é levar Maria conosco, ter sua presença em nossa casa.

 

Aliás, é bom lembrar que, aos pés da Cruz, João recebeu, em nome da humanidade, Maria consigo como Mãe, entre aquilo que lhe é próprio. Por isso todo discípulo autêntico de Jesus leva a Virgem Maria consigo”, refletiu o arcebispo ao fazer uma nota sobre a edição 2021 da festa católica.  

 

De acordo com o religioso, se levarmos Nossa Senhora para os nossos lares e para as nossas vidas, aprendemos suas virtudes e transformamos nossas casas em autênticas casas de Maria, assim como foi o princípio de tudo em Nazaré, como nos recorda essa bela evocação mariana.

  

A única Basílica da Amazônia brasileira  

Ao longo deste texto, diversas menções foram feitas ao Santuário Basílica de Belém do Pará, cenário sagrado de muitas celebrações e atividades do Círio de Nazaré, além de acolher devotos do mundo inteiro todos os dias.  

 

A história da única basílica da Amazônia brasileira está entrelaçada com o achado da imagem de Nossa Senhora de Nazaré, que foi encontrada por Plácido em 1700.  

 

Em função do achado, naquele mesmo local foi construída a capela em honra a Virgem, que ao longo dos séculos foi crescendo até receber o título de Basílica Santuário. 

 

De acordo com a Biblioteca do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Plácido construiu, primeiro, uma palhoça, que depois se transformou em uma capela de taipa e de palha em 1720. 

 

A capela se transformou na Paróquia Nossa Senhora de Nazaré do Desterro, construída em alvenaria, em 1861, e a proposta para a criação da basílica foi de um padre italiano chamado Luis Zoia, inspirado na basílica dedicada ao apóstolo Paulo, situada em Roma, Itália. 

 

A sua construção foi iniciada em 1909, no contexto histórico do fim do ciclo da borracha, e continuou nos períodos das guerras mundiais, fato que dificultou a chegada dos materiais necessários para a construção da basílica, vindos do continente europeu para o Brasil. 

 

Mesmo com todas as dificuldades, o projeto foi concluído graças à providência divina e duas grandes almas que se dedicaram a essa missão: o administrador paroquial, padre Emilio Richert e o padre Afonso Di Giorgio, que conseguiram e captaram as doações para conclusão de tão grande obra.  

 

De estonteante beleza, todos os pontos da basílica convergem no altar, onde está situada a imagem de Nossa Senhora de Nazaré. Todos os vitrais contam histórias da sagrada escritura e os mosaicos trazem a Salve Rainha, através dos anjos. 

 

Um dos vitrais retrata o momento em que Plácido encontra a imagem da Virgem de Nazaré no igarapé, sinalizando assim o começo de tudo.  

 

Um aspecto muito singular da basílica é que as laterais fazem referência às mulheres citadas na Bíblia e mostram as virtudes da Virgem Maria.  

 

Marco 

 

A igreja foi elevada à categoria de Santuário no dia 31 de maio de 2006, quando passou a receber o nome de Santuário Basílica de Nossa Senhora de Nazaré.

 

Ela  acolhe romeiros e peregrinos diariamente de todo o mundo, principalmente, no mês de outubro devido ao Círio de Nazaré.  

 

Toda essa história comprova que o santuário é um lugar abençoado e consagrado a Deus, cujo altar nos mostra a Mãe, que nos leva a Ele.  

 

Patrimônio da Humanidade  

 

O Círio de Nazaré foi inscrito na Lista Representativa do Patrimônio Cultural da Humanidade da Unesco, em dezembro de 2013. Esse reconhecimento foi conquistado durante a oitava seção do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial, que ocorreu na capital do Azerbaijão, Baku. 

 

Por patrimônio cultural imaterial a Unesco compreende que está contido na tradição, na sabedoria popular, nas festas e manifestações transmitidas de geração em geração, recriados coletivamente e modificados ao longo da história.  

 

Além da questão religiosa, o círio traz elementos que mostram a riqueza multicultural brasileira, oriunda de matriz indígena, africana e europeia, além da essência e identidade dos povos amazônicos, sua cultura e biodiversidade.  

 

A imagem original 

 

A imagem de Nossa Senhora de Nazaré, encontrada em 1700, tem traços de uma mulher portuguesa, e é uma escultura em estilo barroco, feita em madeira. Segundo a ASCOM da Basílica Santuário de Nazaré, ela passou por duas reformas, mas mantém suas características de origem. 

 

A primeira ocorreu em meados de 1773, em Portugal, e foi recebida com uma grande festividade, em Belém do Pará, quando retornou ao Brasil. Para acolhê-la, uma procissão saiu do porto da cidade até o arraial de Nazaré.  

 

A segunda restauração aconteceu em 1846, também em Portugal, retornando para Belém depois desta reforma. Em 1953, durante o Congresso Eucarístico, em Belém, a imagem ganhou um manto externo e a coroa pontifícia, a pedido do papa da época Pio XII. 

 

O manto é feito de cetim e, assim como a coroa, é adornado por fios de ouro e pedras preciosas. Abrigada no Santuário Basílica de Belém, ela saiu da sua casa apenas em 1980, pela ocasião da visita do papa João Paulo II a Belém e depois só em 1993, no Círio 200, quando a festa comemorou 200 anos de história.  

 

A imagem desce do Glória apenas duas vezes por ano: no mês de maio, que faz homenagem à Nossa Senhora e a todas as mães e no mês de outubro, época do Círio e das comemorações alusivas à elevação da Basílica de Nazaré ao título de Santuário.  

 

Curiosidades sobre o Círio de Nazaré 

Uma informação que nem todos sabem é que a primeira procissão em homenagem à Nossa Senhora de Nazaré ocorreu em uma data bem diferente da habitual: ela aconteceu no dia 8 de setembro de 1793, segundo os registros históricos. 

 

Ela teve como ponto de partida uma promessa feita pelo então governador do Pará, Francisco de Souza Coutinho. Na época ele estava doente e prometeu à Nossa Senhora que se ele fosse curado iria promover uma procissão em homenagem a Ela.

 

Obtendo a graça, o então governador trouxe a imagem para a sede do governo e de lá saiu em procissão até a capela, no bairro de Nazaré. 

 

Durante as primeiras edições, as procissões não tinham uma data fixa para acontecer, mas isso mudou em 1901, quando o então bispo Dom Francisco do Rego Maia determinou que a romaria em homenagem à Nossa Senhora de Nazaré fosse sempre realizada no segundo domingo do mês de outubro.  

 

>>>Leia também: A protagonista do Círio de Nazaré  

 

Oração para o Círio de Nazaré 

 

Senhor nosso Pai, estamos unidos em nome de Jesus, vosso Filho, conduzidos pelo Espírito Santo de Amor. Nós vos agradecemos pelo dom da Fé cristã que nos reúne, e pela Igreja, que nos conduz pelos caminhos da vida feliz, nesta terra e para a eternidade!  

 

Pai eterno, vós nos destes de presente a Virgem de Nazaré, Mãe de Jesus Cristo, Mãe da Igreja e nossa Mãe. Unidos a Maria, pedimos com confiança: envolvei-nos com laços de amizade e cordas de amor, trazei-nos para perto de vós, de Jesus Cristo e do Espírito Santo!   

 

Acendei, ó Pai, em nossos corações, o Círio da Fé, da Esperança e da Caridade. Que o povo de Nossa Senhora de Nazaré, Rainha e Padroeira da Amazônia, seja testemunha fiel do Evangelho de Jesus Cristo, para o crescimento do vosso Reino de paz e justiça, reino de vida e verdade, reino do amor e da graça. 

 

Amém! 

 

(Arquidiocese de Belém do Pará) 

 

 Oração a Nossa Senhora de Nazaré 

 

Ó Virgem Imaculada de Nazaré, fostes na terra criatura tão humilde, a ponto de dizer ao Anjo Gabriel: Eis aqui a escrava do Senhor. Mas por Deus fostes exaltada, e preferida entre todas as mulheres, para exercer a sublime missão de Mãe do Verbo Encarnado. Adoro e louvo o Altíssimo que vos elevou a essa excelsa dignidade e vos preservou da culpa original. Quanto a mim, soberbo e carregado de pecados, sinto-me confundido e envergonhado perante vós. Entretanto, confiando na bondade e ternura de vosso Coração Imaculado e maternal, peço-vos a força de imitar a vossa humildade, e participar da vossa caridade a fim de viver unido, pela graça, ao vosso divino filho Jesus, assim como vós viveste no retiro de Nazaré. Para alcançar essa graça, (fazer o pedido), quero com imenso afeto, e filial devoção, saudar-vos como o Arcanjo Gabriel: Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Nossa Senhora de Nazaré, rogai por nós. Amém. 

 

Forte clamor popular  

 

As procissões do Círio de Nazaré atraem milhões de fiéis, que fazem questão de demonstrar o seu amor por Maria. Não por acaso, a estampa de Nossa Senhora de Nazaré está presente em camisetas e diversos objetos devocionais, que visam promover a evangelização mariana.   

 

Que possamos fazer dos nossos corações um autêntico santuário que abriga a Virgem de Nazaré. Nossa Senhora de Nazaré, rogai por nós!  

 

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Fotógrafo - Tarso Sarraf, Soraya Montanheiro e Salim Warris (Site oficial do Círio de Nazaré: https://www.ciriodenazare.com.br/)

 
 
 
 
 
 
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