Santa Teresinha das Rosas: patrona das missões e doutora da Igreja

09.Maio.2022
 

Santa Teresa de Liseux ou Santa Teresinha das Rosas, como é mais conhecida, intercede pelas missões e foi a doutora mais jovem da Igreja. Apesar da sua curta passagem terrena (ela faleceu aos 24 anos), deixou um exemplo de amor ao próximo e dedicação ao Evangelho, que transcende ao tempo. Não por acaso é uma das santas mais populares e queridas pelos católicos no mundo inteiro.


Um rosto jovem, de feições delicadas, com uma cruz nas mãos, adornada de rosas é a forma como Santa Teresinha é representada em imagens, esculturas, santinhos, estampas de camisetas, blusas, máscaras e outros acessórios que expressam essa devoção.


Um destaque em sua biografia é que o chamado para seguir a vida religiosa partiu de um milagre. Ainda muito pequena, Teresa foi acometida por uma grave doença e só conseguiu a cura graças à intercessão da Mãe de Deus.


Criada em berço católico, certo dia ela contemplou uma imagem do Imaculado Coração de Maria, de pertença a seus pais, e a Virgem Maria lhe sorriu. Depois desse acontecimento, ela sarou da doença e decidiu entrar em um convento carmelita, como forma de gratidão a Deus e atender o chamado de ir ao seu encontro, anunciando a boa nova às pessoas.


E foi por meio desse intenso clamor de ser uma ponte entre o céu e a Terra, que a santa recebeu o título de padroeira das missões, quando foi canonizada pelo papa Pio XI, em 1927. Ela trocava correspondências com missionários que levavam a palavra de Deus para outros países.


Em uma dessas cartas, ela escreveu: “trabalhemos juntos na salvação das almas. Não temos senão um único dia da nossa vida para salvá-las e, assim, dar ao Senhor as provas do nosso amor”.

 

Doutora da Igreja

Maria Francisca Teresa Martin Guérin é o seu nome completo. Segundo registros biográficos, ela nasceu em Alençon, interior da França, no dia 2 de janeiro de 1873, em berço católico. Filha caçula de Louis Martin e Zélia Guerin, ela teve outros 8 irmãos, mas apenas cinco sobreviveram: Maria, Paulina, com quem tinha uma relação mais próxima, Leônia e Celina.


O ingresso no Carmelo de Liseux ocorreu aos 15 anos de idade com autorização do papa Leão XIII. Sua trajetória foi marcada pela simplicidade, humildade, postura orante, dedicação e amor a Cristo.


Um gesto bonito, que ela tinha costume de fazer, era jogar rosas no Santíssimo Sacramento. Daí surgiu a inspiração para a famosa Novena de Santa Teresa: se no nono dia de oração, o devoto receber uma rosa é sinal de que obteve a resposta que buscava em oração e a graça lhe será concedida. 


Incentivada por sua irmã mais velha, Paulina, ela começou a escrever uma autobiografia. Chamada História de uma Alma, a obra foi um marco para a espiritualidade cristã e publicada no ano seguinte a sua morte.


Além do testemunho de fé, Teresa deixou um legado de registros densos, compostos por poemas, cartas e até peças de teatro escritas para festas comunitárias. Por esse motivo, ela é considerada a doutora universal de toda a Igreja.


Ela faleceu em decorrência de uma tuberculose no dia 30 de setembro de 1897,  carregando um crucifixo nas mãos. Seu último suspiro foi acompanhado da frase: “meu Deus, amo-te”.


Essa entrega e confiança nos faz lembrar o primeiro mandamento de Jesus descrito em Mateus 22, 37: “ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento”. Santa Teresinha não só espalhou amor, como também entregou-se ao verdadeiro Amor quando partiu para a eternidade.

 

A capela do Carmelo em Liseux abriga os restos mortais da santa. O local é visitado por peregrinos do mundo todo. Sua festa litúrgica é celebrada no dia 1º de outubro.

 

Basílica

A Basílica dedicada à Santa Teresinha, situada em Liseux,  é uma das mais belas no mundo, sendo considerada um dos maiores centros de peregrinação da França e de toda Europa. Começou a ser construída em 1929 e foi consagrada quase 30 anos depois, no ano de 1954.


Rica em mosaicos é aquele tipo de lugar que um peregrino pode ficar, por horas, em postura orante, contemplando cada detalhe do altar, da cripta e da sua arquitetura rica em detalhes e delicadeza.


Tudo no local lembra a santa: é grandioso, delicado, acolhedor e emana amor e paz.


O santuário também abriga as relíquias dos pais de Santa Teresa, que foram canonizados pelo papa Francisco, em 2015. São Louis Martin e Santa Zélia Guérin são celebrados pela Igreja no dia 12 de julho e representam o primeiro casal na história a receber o título de santidade em uma mesma cerimônia.


Louis e Zélia viveram um matrimônio exemplar, pautado pelo amor a Deus, à família e ao próximo. Eles frequentavam à missa diariamente, praticavam atos de caridade e sempre buscavam garantir a saúde física, mental e espiritual dos seus filhos, ensinando-os o caminho do bem, por meio do serviço cristão em família.

 

Santas e doutoras

Quando o nome é Teresa, temos duas santas, xarás, que marcam a doutrina da igreja católica: Teresa de Ávila e a de Liseux, como você está conhecendo mais um pouco neste artigo.


É comum as pessoas confundirem as duas, pela similaridade dos nomes e dos rostos, além de ambas serem consideradas doutoras da Igreja e, também, freiras carmelitas.


E qual é a diferença?!


É importante destacar que elas não viveram na mesma época. Santa Teresa d´ Ávila, como o próprio sobrenome sugere, nasceu na Espanha, em 28 de março de 1515, e faleceu em 4 de outubro de 1582.


Ela é celebrada anualmente no dia 15 de outubro e foi canonizada em 1622.  E adivinhe quem era sua devota?! Isso mesmo, Santa Teresinha de Liseux, que tinha a xará como um exemplo a ser seguido.


Santa Teresa D´ Ávila escreveu obras importantíssimas para a Igreja e também fundou mais de 32 mosteiros. Suas qualidades mais marcantes eram o amor a Cristo, sua inteligência, força e sensatez.


Se uma Teresa já é grandiosa, imagine as duas juntas intercedendo por todos nós, lá do céu?!

 

 

     

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