Nossa Senhora de Fátima e os pastorinhos: testemunhas do amor da Mãe no mundo
10.Junho.2022

Quando falamos de Nossa Senhora de Fátima e os pastorinhos,
a primeira cena que vem na memória e no coração dos católicos é a da Mãe de
Deus, com um terço nas mãos, aparecendo para três crianças portuguesas,
chamadas Lúcia, Jacinta e Francisco.
Assim começa a história de devoção a Nossa Senhora do
Rosário de Fátima, que foi difundida mundo afora a partir dos pequenos devotos.
Sua história é conhecida há mais de 100 anos e essa aparição é retratada em imagens, blusas, camisetas e até em pijamas infantis para evangelizar os pequenos, já que o
amor da Mãe alcança e acolhe a todos.
Mas quem eram essas crianças e por que Nossa Senhora as
escolheu para espalhar sua mensagem ao mundo?! Antes de mais nada, é importante
destacar que a Mãe de Jesus apareceu em Fátima, Portugal, no contexto da I
Guerra Mundial, em 1917, um ano antes do término o conflito.
Diante de um mundo devastado pelas mortes e pelo ódio, a
Virgem Santíssima escolheu três crianças, que são símbolo da pureza humana e do
Reino de Deus aqui na Terra para difundir em toda a humanidade a importância da
oração.
Lúcia tinha 10 anos na época das aparições e era prima dos irmãos Jacinta, 7, e Francisco, 8. Entre 13 de maio e 13 de outubro de 1917, as crianças testemunharam as aparições da Virgem Maria, que pedia-lhes para rezarem o terço, fazer penitências, orarem pelos pecadores e comparecerem sempre ao mesmo local, para encontrá-la novamente.
A Lúcia foi dado o dom de ver, ouvir e falar com Nossa
Senhora. Jacinta podia vê-la e ouvi-la e Francisco podia vê-la, mas não
conseguia escutá-la. Em função disso, também ficaram conhecidos como os
videntes de Fátima, já que foram testemunhas das aparições.
Lúcia:
mensageira de Fátima
Escolhida por Deus para dar testemunho das aparições de
Nossa Senhora, Lúcia deixou registros contando os detalhes de cada encontro com
a Senhora do Rosário.
O testemunho dessa experiência foi redigido por Lúcia, por
meio do livro Memórias da Irmã Lúcia, escritas em seis partes. Elas contam
sobre as aparições do Anjo de Portugal e da Senhora do Rosário e as mensagens
que envolvem o segredo de Fátima: a visão do inferno, o pedido de devoção ao
Imaculado Coração de Maria e a consagração do mundo, em especial da Rússia, ao
Coração de Nossa Senhora.
O primeiro relato foi escrito em 5 de janeiro de 1922 e, em
1924, ela respondeu ao interrogatório oficial da Comissão Canônica Diocesana
sobre a experiência.
Esses registros foram importantes para a Igreja Católica,
pois embasaram uma carta pastoral sobre a devoção à Nossa Senhora de Fátima,
publicada pelo bispo de Leiria (Portugal), 13 anos após as aparições, no ano de
1930.
A aparição de Nossa Senhora de Fátima também despertou a vocação de Lúcia para a vida religiosa, fato que transformou a sua vida completamente, confirmando sua missão como a porta-voz da mensagem de Fátima.
Logo após a última manifestação mariana, no dia 13 de
outubro de 1917, ela ficou recolhida no Asilo de Avelar, no Porto, e ficou
grande parte de sua vida na clausura, no Carmelo de Santa Teresa, na cidade de
Coimbra, onde viveu de 1946 até sua morte.
Ao fazer seus votos perpétuos, ela passa a adotar o nome
Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado. Irmã Lúcia faleceu no dia 13
de fevereiro de 2005.
É importante destacar o simbolismo da Páscoa de Lúcia, já
que a Mãe de Deus escolheu o dia 13 para aparecer às crianças, no ano de 1917.
Nesse sentido, ela teve um encontro definitivo com a Mãe, no Reino de
Deus.
Francisco e
Jacinta
Francisco nasceu em 11 de junho de 1908 e sua irmã Jacinta
no dia 11 de março de 1910. Desde muito cedo começaram a pastorear o rebanho
dos seus pais na região da Cova da Iria, onde viriam a Senhora de Fátima pela
primeira vez.
Poucas são as informações biográficas encontradas sobre as
duas crianças, sendo a maioria delas contadas a partir do olhar da prima Lúcia,
que os descrevia em seus relatos. De acordo com São João Paulo II, apesar da
curta passagem terrena, “são as duas candeias que Deus acendeu para iluminar a
humanidade nas suas horas mais sombrias e inquietas”.
Francisco foi um fiel devoto e passava horas rezando diante
do Santíssimo Sacramento, na Paróquia de Fátima. Jacinta tinha a mesma
intensidade devocional e fazia sacrifícios frequentes pelos pecadores. Sua
principal característica era a compaixão aos que mais sofriam.
Os dois irmãos foram vitimados em decorrência da mesma
enfermidade: a gripe espanhola. Francisco faleceu no dia 18 de outubro de 1918,
um ano depois da última aparição de Nossa Senhora e sua irmã caçula no dia 20
de fevereiro de 1919. Os restos mortais dos irmãos e da prima Lúcia
encontram-se na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em
Portugal.
Canonização
dos irmãos
Em 2017, no centenário das aparições de Fátima, o papa Francisco aprovou o milagre que canonizou os irmãos Jacinta e Francisco. Com isso, eles se tornaram os mais jovens santos não-mártires da Igreja Católica.
No processo de canonização de Francisco e Jacinta, que levou
65 anos, o Vaticano acolheu como milagre a cura de um menino brasileiro chamado
Lucas, que caiu de uma janela aos 5 anos de idade, a uma altura de mais de 6
metros, no dia 3 de março de 2013.
Ele ficou em coma, com perda de massa encefálica e em função
da gravidade do caso, a maior esperança dada pelos médicos é de que em caso de
sobrevivência, o menino levaria uma vida vegetativa.
Com devoção e clamor, a família do menino uniu-se em oração
às irmãs carmelitas do Carmelo de Campo Mourão, pedindo a intercessão de
Francisco, Jacinta e Nossa Senhora de Fátima. Para surpresa dos médicos, o
pequeno Lucas teve uma recuperação milagrosa e retornou para casa, em perfeito
estado de saúde.
O milagre foi reconhecido pela Congregação para a Causa dos
Santos, do Vaticano, e a festa litúrgica dos pastorinhos é comemorada em 20 de
fevereiro, data de falecimento da pequena Jacinta.
Que, a exemplo dos três pastorinhos, possamos acolher Nossa
Senhora de Fátima em nosso coração e adotar a prática da oração e conversão
diárias!
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